26 dezembro 2006

Na Prática

Sexta feliz, com meio expediente, tem aprovação total de colaboradores de farmacêuticas
(Fonte: Canal RH, por Carla França)
Toda sexta-feira, Felipe Westin, diretor de Recursos Humanos da Bristol Myers Squibb, aproveita o período da tarde para se dedicar a assuntos pessoais, como ir ao banco, fazer compras ou pegar a estrada mais cedo rumo ao interior. Essa rotina acontece desde que a Bristol adotou, há três anos, uma jornada flexível durante o verão, quando os 600 colaboradores, exceto as equipes de venda, saem do escritório ao meio-dia e compensam as horas não trabalhadas ao longo da semana. “É apenas uma troca, sem custos para a empresa”, explica Westin. “Mas percebemos que, com essa iniciativa, os funcionários estão mais motivados e o ambiente mais astral, de maior camaradagem.”
O programa batizado de Summer Friday, no entanto, enfrentou resistência inicial, já que os diretores da empresa temiam um impacto negativo nos resultados do negócio. “Fizemos um teste e a aceitação foi tanta a ponto de o pessoal pedir para manter o programa durante o ano inteiro”, afirma o diretor. Assim, quando termina o horário de verão, a empresa continua dispensando os funcionários mais cedo às sextas-feiras, mas a partir das 15 horas. “As organizações precisam evoluir de acordo com as necessidades das pessoas, e não ter de enfrentar o trânsito da sexta ou ir ao cabeleireiro sem pressa já é alguma coisa”, comenta o diretor de RH.
Segundo Westin, essa flexibilização no expediente, uma tendência no mercado de trabalho, é considerada o benefício mais valorizado, hoje, entre os funcionários da Bristol. O índice de aprovação chega a quase 100% nas pesquisas de clima organizacional “Não sei se funciona em todas as organizações, mas no nosso caso, por ser uma empresa do setor farmacêutico, talvez mais sensível às questões relacionadas à saúde e qualidade de vida, é um sucesso.”
Outra empresa do setor farmacêutico que também investe em jornadas flexíveis às sextas-feiras é a Pfizer, onde os cerca de 2 mil funcionários são dispensados às 15 horas. Mas neste caso, a prática vigora o ano inteiro e não há a necessidade de reposição das horas não trabalhadas nos outros dias da semana, conforme informações da assessoria de imprensa da empresa.
Já o Zambom, onde o expediente normal é das 8 às 17 horas, os funcionários são liberados às 15 horas, às sextas-feiras, durante o ano inteiro, desde outubro de 2005. Os 200 funcionários, então, saem, de segunda a quinta, às 17h30, para compensar a happyhour antecipada. Para Marta Misina, responsável pela área de Recursos Humanos da empresa, a prática é um mérito do setor farmacêutico. “Não é querer puxar a sardinha para o nosso setor, mas as práticas mais agressivas de RH são feitas pelas farmacêuticas”, afirma Marta que atua há 17 anos no setor. “Além de ser um benefício altamente valorizado pelos colaboradores é uma forma de a empresa reter seus talentos nesse mercado altamente competitivo.”

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